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CUT/SP e Escola Sindical SP iniciam novas turmas em programa de formação

20/10/2016

Cursos têm o acompanhamento da CUT Nacional e pretendem fortalecer as práticas de mobilização e debates dos sindicatos com suas bases

Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo

Turmas dos novos cursos de formação -  Foto: CUT/SP

Na manhã da terça-feira (18), dirigentes, lideranças, militantes e assessorias sindicais estiveram reunidos em Cajamar, na região Metropolitana de São Paulo, para assistirem à aula inaugural dos programas de formação oferecidos pela Secretaria de Formação da CUT/SP e a Escola Sindical SP, com parceria da Secretaria Nacional de Formação da CUT.

Nos próximos meses, esses participantes estarão divididos em módulos de formação sobre “Estado, Desenvolvimento, Políticas Públicas, Direitos Humanos e Ação Regional”, que abordarão o debate sobre a intervenção sindical da CUT nas disputas sobre a concepção de desenvolvimento, Estado, democracia, direitos humanos, educação integral dos trabalhadores e mecanismos de controle social, visando organizar os cutistas nos espaços institucionais e ampliar a participação popular na gestão das políticas públicas.

Já o curso de “Formação de Formadores” terá temas como a concepção de educação na vida, no trabalho e no movimento sindical, os tipos de escola, pensadores da educação, educação popular e a estrutura da central sindical.

O encontro desta terça possibilitou aos participantes uma análise de conjuntura do momento político do Brasil, de ataque à democracia e retirada de direitos.

Durante a mesa de abertura, a secretária de Formação da CUT/SP, Telma Victor, afirmou que os dois cursos têm como objetivo trazer para a classe trabalhadora um repertório prático e de história que os ajude na luta do dia a dia. “A organização se dá através da formação e esperamos que os participantes nos ajudem a multiplicar esse conhecimento em nosso Estado, chegando a outras pessoas”.

Secretária-adjunta da Secretaria Nacional de Formação da CUT, Sueli Veiga recordou que espaços de formação existem desde o surgimento da Central para contrapor o discurso engessado. “É uma política estratégica da CUT e foi definida como um dos seus pilares fundamentais, pois a escola formal forma (a pessoa) dentro de um quadradinho e nisso não conhecemos a história do ponto de vista dos trabalhadores, responsáveis pela construção de todas as riquezas que temos”.

Mesa de abertura com dirigentes da CUT -  Foto: CUT/SP

Em sua fala de saudação, o vice-presidente da CUT/SP Sebastião Cardozo ressaltou a importância de multiplicar os conhecimentos adquiridos nesses espaços, pois poucas pessoas possuem a oportunidade de participar e poder refletir sobre questões do dia a dia. “Toda vez que a gente vê um trabalhador com carteira assinada usando camiseta verde e amarela na rua e batendo panela, a gente tende a criticá-lo por isso, mas, na verdade, não foi dada a ele a oportunidade de saber que esse país é constituído por luta de classes, e que ela é pra sempre. E quem não conhece as dimensões de uma luta de classe toma esse tipo de decisão”.

Roda de diálogo

Em seguida à mesa de abertura, foi feito um debate sobre os projetos em andamento promovidos pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB) e sua base aliada no Congresso Nacional, que acaba com todos os direitos da classe trabalhadora.

Sueli Veiga participou da roda apontando os avanços do setor de educação dos últimos anos, conquistados por meio de muita luta dos movimentos, e que garantiram a consolidação de leis de investimentos e valorização do ensino, como o aumento do valor do PIB destinado à área, mas que com a PEC 241, que congelará investimentos públicos pelos próximos 20 anos, o cenário passa a ser desolador.

Ela também falou sobre outras propostas “desastrosas” como a reforma do Ensino Médio, que pretende acabar com disciplinas importantes para a formação humana, como sociologia e artes, e o projeto do Escola Sem Partido, que impede que estudantes e professores façam uma discussão crítica do mundo.“Isso é um ataque direto e muito claro do recado que estão dando a nós: ‘política para pobre neste governo não vai existir. Vai ser o mínimo mesmo’. Isso é o que pregam partidos como o PSDB, que deseja o Estado mínimo”, falou.

Já o secretário de Organização da CUT/SP e servidor público da área da saúde, Hélcio Marcelino, falou dos impactos da PEC 241 ao Sistema Único de Saúde (SUS), que também está na mira dos que desejam privatizar os serviços públicos do país.

Segundo ele, é preciso discutir com as pessoas a importância do sistema brasileiro, pois muitos acreditam que somente os que não possuem planos privados é que precisam do SUS e, com isso, há uma inversão de defesas.“Quando defendemos a bandeira da redução do imposto, pura e simplesmente, nós estamos jogando o jogo do burguês, porque ele é quem ondeia pagar imposto, pois não precisa de escola pública. E mesmo assim ele se engana também, pois usa a saúde (pública), mas não reconhece isso”, disse citando exemplos como os serviços de vigilância sanitária.

Turmas dos novos cursos de formação -  Foto: CUT/SP

O dirigente falou também sobre os casos de equipamentos geridos por organizações sociais, as chamadas OS’s, que recebem dinheiro público para funcionarem, absorvendo um dever do Estado, reforçando a denúncia dos movimentos de saúde que apontam essa forma de “terceirização” como forma de sucatear a setor.“As OS’s na saúde é um negócio da China. É muito dinheiro que o governo precisa colocar para funcionar. Apesar das organizações não terem fins lucrativos, elas têm diretores com salários de 50, 60 e até 80 mil reais”, afirmou.

Por fim, Sebastião Cardozo contextualizou a luta dos trabalhadores dos últimos anos que possibilitou a chegada do primeiro metalúrgico à Presidência do Brasil e, em seguida, da primeira mulher, mostrando ainda ser possível a implantação de um projeto político democrático e popular, mas que hoje está sob intensa criminalização por “grupos da elite que cansaram de ceder o poder e dividir suas riquezas”.

Formação

Voltada a dirigentes e assessores da CUT e dos sindicatos filiados interessados em serem multiplicadores nos seus espaços de atuação, as formações ocorrem na Cooperinca, em Cajamar, e têm o término previsto para o primeiro semestre de 2017.

Para a diretora da Secretaria de Formação do Secor, Ana Rapini, o curso é uma forma de ampliar o repertório político para debater com as bases. “Estamos vivendo um momento de oscilação muito grande, de perdas trabalhistas, e nós precisamos estar cada vez mais politizados falar com a base e sensibilizá-las sobre o que está acontecendo”.

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